YES, FROM JAMAICA TO BELO HORIZONTE!
Dennis Smith, jamaicano nascido em 1947 e mais conhecido como Dennis Alcapone, passou a juventude frequentando os maiores e mais importantes sistemas de som da Jamaica: The Coxsone Downbeat (Clement Dodd), Voice of The People (Prince Buster),Trojan (Duke Reid) e principalmente King Tubby’s Home Town Hi-Fi (King Tubby) estrelando U-Roy como deejay. Inspirado e apaixonado por este formato de festa, uniu forças com mais dois amigos e montou seu próprio sistema de som, intitulado “El Paso”. O ano era 1969.
Como deejay à frente do El Paso sound system, Dennis ganhou popularidade e seu talento logo despertou a atenção do cantor e produtor Keith Hudson, que o convidou para realizar diversas gravações ao longo do ano de 1970. O renomado produtor Coxsone Dodd também ficou interessado no rapaz e lançou grandes hits pelo Studio One, desde então adotando o nome “Alcapone” (apelido que ganhou dos amigos quando assistiram ao filme do gângster). Ali, gravou singles como Nanny Version (Larry Marshal - Nanny Goat), Power Version (Clarendonians - You Can’t Be Happy), Forever Version (Carlton & His Shoes - Love Me Forever), entre outros, que acabaram compilados em seu primeiro álbum. Também gravou diversos sucessos com Duke Reid, Bunny Lee e outros importantes produtores da ilha.
Alcapone foi um dos primeiros deejays jamaicanos a obter sucesso internacional e realizar turnês pela Europa em meados dos anos 1970. Com seu estilo bastante peculiar de “cantar” sobre as músicas, influenciou uma nova geração de deejays como I-Roy e o jovem Dillinger (que inclusive começou sua carreira sob o nome “Young Capone”). Em 1972 foi coroado pela revista jamaicana “Swing” como o melhor deejay, título que ajudou a aumentar sua popularidade e legião de fãs ao redor do mundo.
Lembrando que as origens do MC (mestre de cerimônias) no cenário musical atual, vem dos deejays da música jamaicana (não confundir com o DJ do hip hop, que teve sua origem no seletor da música jamaicana). O papel do deejay incluia incentivar os dançarinos e promover o sistema de som. Muitas vezes, devido ao público ser formado por pessoas de baixa renda dos guetos jamaicanos, os deejays também divulgavam notícias que ouviam nas rádios, devido ao fato de que ter um aparelho em casa era um privilégio de poucos frequentadores dos bailes nessa época na Jamaica.
Em Dezembro de 2010, as equipes Y&M e RoodBoss tiveram a oportunidade de conhecer Dennis Alcapone pessoalmente em Kingston e prestigiá-lo numa apresentação surpresa em praça pública. Da viagem ficaram registrados boas memórias e um vídeo exclusivo em que o deejay manda um salve aos brasileiros: “Big up, Brazil!” — http://youtu.be/OFI0NJhI_Xo
Certamente, Alcapone possui um talento de originalidade inestimável. Aos 64 anos de idade se apresenta pela primeira vez no sudeste brasileiro. Dia 21/04 em São Paulo na festa Jamboree com Jurassic sound system e em Belo Horizonte dia 28/04 na festa RoodBoss Downbeat com RoodBoss sound system. Mais um grande show com uma figura lendária da era de ouro da música jamaicana.
C.a.p.o.n.e. Capone. Dennis Alcapone is coming!
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Em BH, RoodBoss Downbeat ft. Dennis Alcapone, 28/04 no Mercado das Borboletas. Também em São Paulo (21/04) e Belém (05/05).
Grande parte dos artistas que admiramos já morreram ou estão morrendo. Como um dos objetivos do RoodBoss é manter viva a cultura jamaicana, o projeto ampliou sua atuação em 2011 trazendo cultuados nomes da velha guarda da ilha para tocar ao vivo em Belo Horizonte. Já passaram pora aqui Jackie Bernard, lead singer do trio vocal Kingstonians, e o seletor Dexter Campbell (The Ska Professor), detentor da maior coleção de discos do gênero.
KING STITT {THE UGLY ONE}
No dia 8 de outubro, o mais velho deejay jamaicano ainda vivo se apresenta no Mercado das Borboletas. Na Jamaica o deejay é aquele que usa o microfone para interagir com as músicas, conferindo às mesmas uma assinatura. Atuando no Sir Coxsone Downbeat, foi um dos pioneiros da cultura sound system e é ícone da origem da música jamaicana. Juntamente com outros da época fundaram um estilo altamente influente mundo afora, principalmente para o rap americano.
King Stitt nasceu com uma deformação facial, mas reverteu isso apelidando a si mesmo de “The Ugly One” (o feio) em referência ao filme do italiano Sergio Leone “The Good, The Bad and The Ugly”, um clássico do velho oeste.
Teve suas primeiras gravações lançadas por Clancy Eccles e na sequência seu material foi registrado pelo lendário produtor Coxsone Dodd sob o famoso label Studio One. Sua feiura aliada aos fabulosos ritmos construidos em sua música fizeram com que ele fosse coroado o rei dos deejays. Muito de seu repertório foi gravado ao vivo com os músicos do “The Dynamites.” Entre suas gravações mais famosas estão “Dance Beat”, “Vigorton Two”, “Herbsman Shuffle”, “Lee Van Cleef” e “Fire Corner”.
O show promete ser um momento inesquecível com o melhor da história da música jamaicana. Uma oportunidade única para ouvir e reviver um encontro com um verdadeiro rei.
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ATÉ QUINTA DIA 6/10: http://roodboss.com/ugly
LOTE 1 = R$20 | LOTE 2 = R$25 | LOTE 3 = R$30
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• Especial King Stitt
Especial Jackie Bernard #12
Um belo café da manhã para começar este dia importante!
“A Jamaica Brasileira” é o nome dado à este documentário sobre os maiores consumidores da música jamaicana no Brasil: os maranhenses. O filme mostra um pouco da história das Radiolas que surgiram em São Luis, de forma inconsciente, nos mesmos moldes dos sound systems jamaicanos. Apresenta relatos curiosos e interessantes de como o reggae influênciou a cultura do norte do nosso país.
Vídeo disponibilizado no YouTube em três partes:
O Brasil me lembra a Jamaica nos anos 70, com essa profusão de equipes nas ruas. Fico feliz de estar aqui neste momento.
O RoodBoss Soundsystem foi citado na matéria do Globo sobre os dez anos do Digital Dubs. Comemoremos o crescimento dos sound systems no Brasil (e no mundo).
Como colocado pelo seletor Yellow P. do Dubversão, “ninguém dessas equipes fica batendo na mesma tecla. Cada um possui uma personalidade própria. Os sound systems têm, por natureza, uma assinatura bastante forte.” Respect!
• Matéria online incompleta: http://ht.ly/3MRxt
• Matéria completa no jornal (clique para maior resolução): http://ow.ly/i/7GAH