Posts tagged doc

Duke Vin e Count Suckle emigraram da Jamaica para a Inglaterra em 1954 e pouco tempo depois fundaram o primeiro sound system em terras britânicas. Levaram consigo o som contagiante que já dominava os quatro cantos da ilha caribenha, iniciando uma influência severa no cenário musical do país europeu. O ska chegava para ficar!

• DUKE VIN, COUNT SUCKLE AND THE BIRTH OF SKA IN BRITAIN (Gus Berger) — Trailer acima

“Sound systems really make the people unite.”

Cyril ‘Count C’ Braithwaite (1926–2011) foi um soundman das origens. Ele começou a operar seu sound system antes do dancehall, antes do reggae e antes mesmo do ska…

Count C não apenas chacoalhava a vizinhança com seu equipamento, mas também com seu potencial socio-cultural. Quando fundou o Count C Sound System em 1947, era muito respeitado pela comunidade de West Kingston e pelo conhecimento notável sobre história musical e cultural jamaicana.

Ainda não existia rádio na época e, mesmo quando apareceu no final dos anos 1950, poucos na vizinhança tinham condição de adquirir. Ou seja, nas condições daquele tempo, Count C era literalmente um rei. Possuia um som de pequeno porte, mas era valente. Nunca correu de uma disputa, mesmo quando Duke Reid apareceu na cena.

A importância de Count C foi mais do que musical. Seu entrosamento e comprometimento com a comunidade de West Kingston eram de grande representatividade, afinal, ele nasceu e atuou em uma área que foi nascente do poder político na transição para independência.

Também conhecido como “The Wizard of the West” (o mágico do oeste), Count C era um cara durão. Na Jamaica colonial dos anos 1950 e 1960 (época dos rude boys dancehall crashers em meio a crescente violência urbana) essa característica era uma virtude, mas se um homem dependesse apenas dessa virtude seu destino mais provável seria a cadeia ou o cemitério. Count C se apoiou bastante na profunda ligação que tinha com aquela comunidade.

R.I.P Cyril ‘Count C’ Braithwaite, The Wizard of the West.

SOUND SYSTEM — Este pequeno documentário apresenta os primórdios da cultura sound system proveniente da Jamaica atuando em território britânico. Imagens e depoimentos de primeira!

“To have a sound you have to have equipment. Speakers, amplifier, preamp, turntables and that. (…)” Cecil / King Tubby

“No one man can never run a sound. It’s gotta be a team. And the team have to work together. (…)” Karl / Quaker City.

Lee Perry completa seu 75º aniversário estrelando no documentário sobre sua vida e obra: The Upsetter, the Life and Music of Lee Scratch Perry.
O filme mostra a facinante história desse artista visionário vindo de uma pobre área rural no interior da Jamaica que chegou na cidade grande (Kingston) no final dos anos 50. Perry começou a carreira trabalhando como ajudante de estúdio e a partir daí começou a escrever suas músicas. Lançou seu próprio selo e seu primeiro single (People Funny Boy) em 1968. Já nos anos 70 produzia cerca de 20 músicas por semana em seu lendário estúdio The Black Ark. Ele foi um pioneiro do dub, usando a mesa de mixagem como instrumento para recriar versões de tunes jamaicanos já existentes.
O som de Lee Perry tem grande influência sobre inúmeras vertentes musicais e merece atenção de todo amante da música.
• Site oficial
• Trailer (YouTube)
• People Funny Boy (YouTube)

Lee Perry completa seu 75º aniversário estrelando no documentário sobre sua vida e obra: The Upsetter, the Life and Music of Lee Scratch Perry.

O filme mostra a facinante história desse artista visionário vindo de uma pobre área rural no interior da Jamaica que chegou na cidade grande (Kingston) no final dos anos 50. Perry começou a carreira trabalhando como ajudante de estúdio e a partir daí começou a escrever suas músicas. Lançou seu próprio selo e seu primeiro single (People Funny Boyem 1968. Já nos anos 70 produzia cerca de 20 músicas por semana em seu lendário estúdio The Black Ark. Ele foi um pioneiro do dub, usando a mesa de mixagem como instrumento para recriar versões de tunes jamaicanos já existentes.

O som de Lee Perry tem grande influência sobre inúmeras vertentes musicais e merece atenção de todo amante da música.

• Site oficial

Trailer (YouTube)

 People Funny Boy (YouTube)

[Flash 10 is required to watch video]

Eis o trailer do documentário “Legends of Ska”.

O canadense Brad Klein iniciou este projeto a quase dez anos e, por falta de verba, ainda não conseguiu lançar o filme.

Tudo começou com um questionamento que surgiu após uma entrevista com Derrick Morgan: “Quando alguém fará um filme sobre a música que amamos?”

A partir daí, levantou capital para produzir e registrar o festival “Legends of Ska” em Toronto no ano de 2002, apresentando somente artistas da velha guarda jamaicana. Eram eles Prince Buster, Derrick Morgan, Stranger Cole, Patsy Todd, Owen Gray, Justin Hinds, Lord Creator, Alton Ellis, Winston Samuels, Doreen Schaffer, Roy Wilson, Lord Tanamo e Derrick Harriott. A banda de fundo era composta por membros do Skatalites. Ele conta que nessa época achava que reunir toda essa gente seria a parte mais difícil do processo, mas acabou sendo a mais fácil.

Não foi bem sucedido em levantar a verba necessária para concluir o projeto, da forma tradicional. Sendo assim, está experimentando uma espécie de vaquinha online. Em Agosto de 2012 a nação independente da Jamaica completa 50 anos. O objetivo é finalizar o filme com antecedência para que seja lançado nessa data.

Brad Klein convoca todos os amantes dessa música para “investirem” no projeto.

Legends of Ska @ Kickstarter

“Rocksteady: The Roots of Reggae” faz uma viagem no tempo, de volta à Jamaica dos anos 60, quando surge o estilo que faz a ponte entre o ska e o reggae. Hopetown Lewis “ilustra” a pegada daquele momento: “take it down, no need to hurry”. Ele explica que não conseguia acompanhar a velocidade do ska, portanto começou a cantar mais devagar, iniciando aquilo que viria a ser conhecido como rocksteady.

O #documentário registra o reencontro dos músicos — ainda vivos — que fizeram parte dessa história. Vários deles não se viam a mais de 40 anos. Eles se juntam para a re-gravação de sucessos da época e, entre uma canção e outra, relatam os acontecimentos daquele tempo. Ali podemos perceber uma Jamaica otimista pós-independência (1962), antes das drogas e do ganguismo aparecerem.

Destaque para Stranger Cole como narrador, uma vez que tivemos contato com essa lenda viva em Kingston.

O filme é parte da saga “BBC Four” que reúne material do gênero como o “Reggae Britannia” postado aqui anteriormente.


Site oficial

• Assista: Online player | Torrent (DVD TS Folder)

• Ouça (Soundtrack): Megaupload #album #download

“In Jamaica, everybody wants to make music.”

O documentário “Beats of the Heart: Roots Rock Reggae” (1977) exibe, em abundância, cenas dos guetos, da pobreza e da política se entrelaçando com a história da música e da sociedade jamaicana.

Dentre as imagens podemos ver registros raros de Lee “Scratch” Perry produzindo em seu lendário estúdio Black Ark, ensaios de Jimmy Cliff, entrevista com Joe Higgs, apresentações de U Roy, Inner Circle, Bob Marley etc.


Vídeo disponibilizado no YouTube em cinco partes:

Parte 1 (acima) • Parte 2Parte 3Parte 4Parte 5

“A Jamaica Brasileira” é o nome dado à este documentário sobre os maiores consumidores da música jamaicana no Brasil: os maranhenses. O filme mostra um pouco da história das Radiolas que surgiram em São Luis, de forma inconsciente, nos mesmos moldes dos sound systems jamaicanos. Apresenta relatos curiosos e interessantes de como o reggae influênciou a cultura do norte do nosso país.

Vídeo disponibilizado no YouTube em três partes:

Parte 1 (acima) • Parte 2 • Parte 3

“Reggae Britannia”, documentário da BBC que foi ao ar em Fevereiro deste ano, explora (e celebra) o forte impacto do reggae na música, na cultura e na sociedade britânica desde os anos 60. Dentre os entrevistados temos Big Youth, Max Romeo, Dave Barker, Prince Buster, Dennis Alcapone, entre muitos outros. Separe 1h30 do seu dia e assista ao documentário completo no video acima.Um pouco mais à respeito, em inglês, no blog da BBC:

BBC Music Blog