Além do aniversário de Bob Marley, dia 6 de Fevereiro também representa grande perda para a música jamaicana. Em 1989 o dub master King Tubby foi baleado em frente sua residência em Kingston.
Rest in paradise, Osbourne Ruddock: 28/1/1941 † 6/2/1989.
“He was the first king. Stitt really did a lot for the music, always had a nice vibe” — Big Youth
Infelizmente, Winston ‘King Stitt’ Sparkes faleceu esta tarde (31/01/12) após uma longa luta contra o câncer de próstata e diabetes. Há pouco, havia sido dispensado do hospital público de Kingston e já se encontrava de volta à sua residência.
Stitt é um artista que dispensa introduções por parte da equipe RoodBoss. Gostaríamos de expor, por hora, apenas boas memórias que tivemos com o rei:
#king_stitt @ roodboss.com
Rest in peace, Winston.
Depois de um hiato de quase 40 anos, “The Gaylads are back!”
The Gaylads foi um dos mais expressivos trios vocais do rocksteady na Jamaica, ativo entre os anos de 1963 e 1973 e originalmente composto por Harris “B.B.” Seaton, Winston Delano Stewart e Maurice Roberts. Quando Seaton largou o trio para fazer carreira solo, Roberts reuniu os irmãos Randell e Hopeton Thaxter para levar o grupo, mas com a nova formação o sucesso não foi o mesmo.
O pessoal do Hot Shot Sounds (Los Angeles, CA) confirma a data e promete mais detalhes sobre o primeiro concerto do Gaylads, depois dessas 4 décadas de inatividade. No cartaz acima: 9 de Março de 2012.
No vídeo abaixo (link), gravado em Fevereiro de 2011, podemos acompanhar alguns ensaios com “B.B.” Seaton de volta ao trio, junto à Roberts e Randell Thaxter.
• The Gaylads “Together Again” (YouTube)
E pra fechar o post, um clássico: “Africa (We Want To Go)”
RoodBoss Downbeat feat. King Stitt [08.10.11]
Fotos: Caroline Barrionuevo.
• Confira o álbum completo no Flickr.
Refrescando a memória… RoodBoss Downbeat com participação do maior colecionador de ‘oldies’ do mundo. Direto de Kingston, Jamaica: Dexter ‘Echo’ Campbell AKA The Ska Professor. Boas memórias desta festa que levou muita alegria para o Nelson Bordello dia 20/08/11. “Big up Beagá!”
KING STITT — PORQUE IR EM SUA APRESENTAÇÃO?
Algumas pessoas podem estar se perguntando: “Quem afinal é King Stitt e por que esses caras do RoodBoss fazem tanta festa quando falam dele?”. Tentarei explicar em alguns parágrafos a importância de receber alguém como ele no Brasil.
King Stitt é foundation! Quando digo isso, quero dizer que Winston Sparkes (seu nome de batismo) faz parte do grupo de artistas que vivenciou a música jamaicana desde sua origem. Em 1958 ele já segurava o microfone e ajudava a construir um estilo de “interação musical” que marcou a cultura musical da Jamaica: o deejay. Stitt junto com Count Machuki e Sir Lord Comic, são considerados os três grandes pioneiros dessa forma de “cantar” e que influênciou nomes como U-Roy, I-Roy, Big Youth, Dave Barker, Dennis Alcapone, Lone Ranger, entre tantos outros. No inicio os deejays estavam a frente dos sound systems. Eram eles que animavam o público. Apresentavam a música que seria tocada (como um locutor de rádio) ou interagiam com ela, criando “versos” que respondiam outro da canção, por exemplo. Na maioria das vezes esses versos se tornavam uma assinatura de cada deejay.
O estilo deejay não foi apenas importante na ilha, ele influênciou, ou melhor, foi precurssor do rap americano. No início da cultura hip-hop, na década de 1970, um dos primeiros DJs/rappers (note que aqui não quero dizer deejay e sim, Disc Jokey como comumente conhecemos) foi Kool Herc, imigrante jamaicano nos EUA que, inspirados na cultura de sua terra natal, fazia versos simples sobre as músicas em suas festas que aconteciam no Bronx, Nova York. Esse contexto foi o berço de um dos estilos musicais mais conhecidos e difundidos no mundo atualmente, o rap, que compõe um dos três ramos da cultura hip-hop, junto com o break (dança) e o grafite (artes plásticas).
Foi Count Machuki, a frente do Sir Coxsone’s Downbeat quem introduziu Stitt ao “deejaying”. Segundo a história, Machuki achou que Stitt dançava muito bem e disse a ele que sendo um bom dançarino seria também um excelente deejay. A partir daí, Stitt passou a trabalhar com Coxsone, antes mesmo de existir um ritmo chamado Ska. Nessa época os sistemas de som jamaicanos tocavam música negra americana como jazz, R&B, boogie woogie e soul. A princípio, Stitt foi o segundo deejay de Dodd assumindo a posição principal com a saída de Machuki e U-Roy passando para seu posto. Por trabalhar com Coxsone, King Stitt vivenciou e participou de toda a trajetória do que é considerado o mais importante estúdio jamaicano, o Studio One, considerado a Motown jamaicana. Esse paralelo é feito ao considerar a importância que o Studio One representou para a música da Jamaica, assim como foi a Motown para a música negra americana.
Nascido com uma paralisia facial, causando-lhe uma deformação, King Stitt aproveitou-se de sua anomalia e transformou-a em sua “marca”. Apelidou-se de “The Ugly One” (o feio) em referência ao filme do italiano Sergio Leone “The Good, The Bad and The Ugly”, um clássico do velho oeste.
Apesar do trabalho que fazia junto com Clement “Coxsone” Dodd desde o final da década de 1950, foi apenas no final de 1960 que Sitt teve seu primeiro material gravado e lançado pelo produtor Clancy Eccles junto com os Dynamites como backing band. Gravações como “Fire Corner”, “Virgoton 2” e “Lee Van Cleef” foram grandes sucessos na época, sob os labels Clandisc, Newbeat (Jamaica) e Trojan’s Clandisc (Inglaterra). Com o sucesso atingindo por Sitt nas gravações feitas por Eccles, mais tarde, Dodd começou também a lançar e gravar materiais com King Stitt. Um desses lançamentos, já na década de 1990 é o álbum “Dance Hall 63’”, uma compilação de clássicos do Studio One com a interação de Stitt. Uma reprodução em forma de disco das suas atuações no Sir Coxsone’s Downbeat.
King Stitt é uma lenda viva! Vivenciou todos os momentos da música jamaicana, da cultura sound system, participou das origens e influênciou centenas. Foi pioneiro em um estilo vocal que marcou não só a ilha caribenha, mas a música no mundo como um todo. Não há como descrever a importância de receber um artista como ele em Belo Horizonte. Aos 71 anos de idade, é a primeira vez que Stitt se apresenta como principal atração fora da Jamaica. É o deejay mais velho ainda vivo, um dos três pioneiros, sendo o mais representativo dos três. Faz parte da história musical.
Repetindo: É UMA LENDA. E é uma honra para nós, belorizontinos, podermos recebê-lo aqui!
Por Gustavo Leal
Serviço: RoodBoss Downbeat {KING STITT} | King Stitt (JA), RoodBoss Soundsystem (BH), Jurassic sound (SP), Muamba sounds (SP) | Dia 8/10 à partir das 22h no Mercado das Borboletas, Av. Olegário Maciel 742, 3º piso, Centro / Estacionamento no local | Preço: à partir de R$20
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COMPRE SEU INGRESSO ANTECIPADO ONLINE
ATÉ QUINTA DIA 6/10: http://roodboss.com/ugly
LOTE 1 = R$20 | LOTE 2 = R$25 | LOTE 3 = R$30
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• Especial King Stitt
Grande parte dos artistas que admiramos já morreram ou estão morrendo. Como um dos objetivos do RoodBoss é manter viva a cultura jamaicana, o projeto ampliou sua atuação em 2011 trazendo cultuados nomes da velha guarda da ilha para tocar ao vivo em Belo Horizonte. Já passaram pora aqui Jackie Bernard, lead singer do trio vocal Kingstonians, e o seletor Dexter Campbell (The Ska Professor), detentor da maior coleção de discos do gênero.
KING STITT {THE UGLY ONE}
No dia 8 de outubro, o mais velho deejay jamaicano ainda vivo se apresenta no Mercado das Borboletas. Na Jamaica o deejay é aquele que usa o microfone para interagir com as músicas, conferindo às mesmas uma assinatura. Atuando no Sir Coxsone Downbeat, foi um dos pioneiros da cultura sound system e é ícone da origem da música jamaicana. Juntamente com outros da época fundaram um estilo altamente influente mundo afora, principalmente para o rap americano.
King Stitt nasceu com uma deformação facial, mas reverteu isso apelidando a si mesmo de “The Ugly One” (o feio) em referência ao filme do italiano Sergio Leone “The Good, The Bad and The Ugly”, um clássico do velho oeste.
Teve suas primeiras gravações lançadas por Clancy Eccles e na sequência seu material foi registrado pelo lendário produtor Coxsone Dodd sob o famoso label Studio One. Sua feiura aliada aos fabulosos ritmos construidos em sua música fizeram com que ele fosse coroado o rei dos deejays. Muito de seu repertório foi gravado ao vivo com os músicos do “The Dynamites.” Entre suas gravações mais famosas estão “Dance Beat”, “Vigorton Two”, “Herbsman Shuffle”, “Lee Van Cleef” e “Fire Corner”.
O show promete ser um momento inesquecível com o melhor da história da música jamaicana. Uma oportunidade única para ouvir e reviver um encontro com um verdadeiro rei.
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LOTE 1 = R$20 | LOTE 2 = R$25 | LOTE 3 = R$30
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• Especial King Stitt
Especial King Stitt #01
Winston Sparkes nasceu em Kingston, Jamaica, no ano de 1940. Ganhou o apelido de “Stitt” quando ainda era criança e decidiu usá-lo na carreira artística. “King” veio mais tarde quando foi coroado rei (dos deejays) em algum baile da época. Iniciou sua carreira no sound system de Clement ‘Coxsone’ Dodd (que fundaria o Studio One) na década de 1950. Tudo começou quando Count Machuki, primeiro deejay da história, o convidou para uma tentativa no microfone. Hoje, King Stitt é o deejay jamaicano mais antigo, ainda vivo.
Lee Perry completa seu 75º aniversário estrelando no documentário sobre sua vida e obra: The Upsetter, the Life and Music of Lee Scratch Perry.
O filme mostra a facinante história desse artista visionário vindo de uma pobre área rural no interior da Jamaica que chegou na cidade grande (Kingston) no final dos anos 50. Perry começou a carreira trabalhando como ajudante de estúdio e a partir daí começou a escrever suas músicas. Lançou seu próprio selo e seu primeiro single (People Funny Boy) em 1968. Já nos anos 70 produzia cerca de 20 músicas por semana em seu lendário estúdio The Black Ark. Ele foi um pioneiro do dub, usando a mesa de mixagem como instrumento para recriar versões de tunes jamaicanos já existentes.
O som de Lee Perry tem grande influência sobre inúmeras vertentes musicais e merece atenção de todo amante da música.
• Trailer (YouTube)
• People Funny Boy (YouTube)
“Eu gostaria que o mundo soubesse que o reggae não começou com Bob Marley. Começou com várias outras pessoas interessantes que ainda estão vivas hoje.”
Lloyd Daley, produtor jamaicano. (Tradução livre)
Jackie Bernard é um excelente exemplo dessa fala. Líder do lendário trio vocal The Kingstonians, fez história na música da Jamaica. Teve seu auge de sucesso entre as décadas de 60 e 70 e agora, após mais de vinte anos parado, retorna aos palcos no Brasil. Com sua voz lindamente peculiar, colecionou hits como Singer Man, Sufferer, Another Scorcher e Hold Down, entre outros que vão do rocksteady e fluem para o early reggae e para o roots. Vale lembrar que o trio trabalhou ao lado dos mais renomados produtores da ilha como Derrick Harriott, Duke Reid e Coxsone Dodd. Profissionais responsáveis pelo lançamento de diversos sucessos que contribuiram para a imortalização do “Singer Man”.
Para acompanhar Bernard, uma seleção de músicos belorizontinos de bandas consagradas no cenário independente se juntaram para prestigiá-lo. Junto com a Pequena Morte — que recentemente lançou seu álbum de estréia — integrantes do Iconili, Fusile, Raíz de Jequi e Bangah vão compor a base instrumental dos clássicos que marcaram a carreira de Jackie.
Nos toca-discos os anfitriões do RoodBoss Soundsystem estarão recebendo mais uma vez os convidados de São Paulo, Jurassic Soundsystem. De última hora, os amigos do Skadrophenia Soundsystem, de Curitiba, confirmaram a participação com um set especial de nothern soul. E completando a “pegada” black o Dj Yuga, bastante conhecido em BH pelo seu projeto Black Broder, integra a equipe de seletores da noite.
Oportunidade rara, para não dizer, única. Ou seja, imperdível para aqueles que se dizem amantes dessa cultura incrível.
Eis um convite enviado pelo próprio Jackie Bernard para os seus fãs brasileiros: http://youtu.be/JaSjaxkhD1M
Especial Jackie Bernard #10
Fotos do segundo ensaio com Jackie em Belo Horizonte.
Kingston foi a cidade escolhida nesta última edição do projeto Show Us Your Type. Trata-se de uma plataforma creativa que permite aos designers do mundo inteiro compartilhar o talento sobre diferentes perspectivas desses centros urbanos. O seletor do RoodBoss, Zumberto, teve seu trabalho selecionado (acima). Confira os demais cartazes da capital da nossa querida ilha caribenha:
RoodBoss a numba one champion sound!
O cantor jamaicano Stranger Cole grava dubplate exclusiva para o RoodBoss Soundsystem.
Nuff respect to RoodBoss sound from Brazil!
O deejay jamaicano King Stitt grava dubplate exclusiva para o RoodBoss Soundsystem.