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Winston Riley faleceu na noite de 19 de Janeiro de 2012. O produtor encontrava-se em coma desde que fora vítima de um ataque em sua residência. Baleado no dia 1 de Novembro de 2011, não retomou consciência desde então.

Aos 16 formou o trio The Techniques com mais dois colegas da escola. Suas grandes influências eram os grupos americanos de Doo Wop e Soul da época. Lançaram diversos tunes pelo Studio One e transitaram para a era rocksteady com Duke Reid sob o selo Treasure Isle.

Quando abandonou o trio, iniciou seus trabalhos como produtor sob o selo Techniques. Gravou muitos sucessos dos anos 1960 e, eventualmente em 1971, alcançou o topo das paradas na Inglaterra com Dave e Ansell Collins. O hit era Double Barrel. Também com Ansell Collins, o hit subsequente foi o riddim clássico Stalag 17, originalmente instrumental. O nome veio de um filme popular da TV jamaicana.

Nos anos 1980 Riley produziu muitos artistas da nova geração. Adotava uma postura bastante receptiva, apostando em talentos ainda desconhecidos. Desta forma, ajudou a definir o som que hoje denominamos Dancehall.

Nos últimos anos, Riley conduzia a expansão de sua loja. Localizada na Orange Street, tinha a intenção de ampliar a Technique’s Record Shop a nível de estúdio e museu (o primeiro dedicado ao reggae na Jamaica). Trabalhava nisso por conta própria, ou seja, sem incentivos realmente significativos. Era um verdadeiro amante da música e estava na ativa até seu último dia de saúde. Ainda planejava gravar canções acreditando que a música jamaicana tinha uma força especial sobre as pessoas mundo afora. Desde as origens, Riley esteve ali envolvido com a música do país. Produziu ao longo dos anos 1960, 1970, 1980, 1990 e 2000. Nenhum outro produtor na história da música da ilha atuou durante tanto tempo.

Rest in peace, Winston (1946 † 2012).

Pra fechar: ”Stalag 17”

Quinta-feira, 13 de outubro de 2011
É com muito pesar que RoodBoss e Y&M comunicam o falecimento de Chester Synmoie, amigo e produtor que acompanhava King Stitt no Brasil.
Chester sofreu uma parada cardio-respiratória na última quinta-feira, dia 6/10, foi socorrido imediatamente mas não resistiu.
Estamos fazendo este comunicado somente agora pois, a pedido da família, mantivemos sigilo até que recebessem seu corpo em Kingston, o que aconteceu hoje (13/10/11).
King Stitt ficou abalado mas compreendeu os “fatos da vida”. Manteve seu concerto em Belo Horizonte no dia 8/10 como tributo ao amigo Chester.
Na terça-feira, dia 11/10, Stitt foi acompanhado de volta à Jamaica por nosso amigo Stranjah. Além do suporte à Stitt, ele esteve dando apoio à família Synmoie nos últimos dias.
Lone Ranger, Clive Chin, Courtney Dodd e as filhas de Chester nos demostraram bastante suporte diante dessa situação delicada.
Infelizmente, não é o tipo de notícia que gostaríamos de estar compartilhando, mas Chester era um grande homem e merece todas as preces possíveis.
Condolências à ele, um dos mais respeitados “businessmen” da ilha. Um homem alegre, “durão” (coração mole), sério e divertido. Mas principalmente… um amante e divulgador da música e da cultura de sua terra natal.
“REST IN POWER, MIGHTY MAN CALLED CHESTAH!”
RoodBoss/Y&M
• Nota no Jamaica Observer: http://goo.gl/CWOpc

Quinta-feira, 13 de outubro de 2011


É com muito pesar que RoodBoss e Y&M comunicam o falecimento de Chester Synmoie, amigo e produtor que acompanhava King Stitt no Brasil.

Chester sofreu uma parada cardio-respiratória na última quinta-feira, dia 6/10, foi socorrido imediatamente mas não resistiu.

Estamos fazendo este comunicado somente agora pois, a pedido da família, mantivemos sigilo até que recebessem seu corpo em Kingston, o que aconteceu hoje (13/10/11).

King Stitt ficou abalado mas compreendeu os “fatos da vida”. Manteve seu concerto em Belo Horizonte no dia 8/10 como tributo ao amigo Chester.

Na terça-feira, dia 11/10, Stitt foi acompanhado de volta à Jamaica por nosso amigo Stranjah. Além do suporte à Stitt, ele esteve dando apoio à família Synmoie nos últimos dias.

Lone Ranger, Clive Chin, Courtney Dodd e as filhas de Chester nos demostraram bastante suporte diante dessa situação delicada.

Infelizmente, não é o tipo de notícia que gostaríamos de estar compartilhando, mas Chester era um grande homem e merece todas as preces possíveis.

Condolências à ele, um dos mais respeitados “businessmen” da ilha. Um homem alegre, “durão” (coração mole), sério e divertido. Mas principalmente… um amante e divulgador da música e da cultura de sua terra natal.

“REST IN POWER, MIGHTY MAN CALLED CHESTAH!”

RoodBoss/Y&M


• Nota no Jamaica Observer: http://goo.gl/CWOpc

PEOPLE FUNNY BOY, LEE (KING) PERRY

A carreira musical de Lee “Scratch” Perry começou no final da década de 50 trabalhando para Coxsone Dodd em seu sistema de som. Um tempo depois a dupla se desentendeu e Perry foi trabalhar com Joe Gibbs em seu selo Amalgamated Records. Ali ele continuou a fazer suas gravações, mas problemas financeiros vieram a causar conflitos. Perry deixou Gibbs e fundou seu próprio selo, Upsetter, em 1968. People Funny Boy foi seu primeiro single. A música era um ataque direto a Joe Gibbs e, sonoramente, marcava uma nova era na música jamaicana. Anteriormente, nada soava como este tune. Uma batida rápida e descomprometida da influência do soul americano predominante no rocksteady.

O uso inovador de um sample também é algo notável aqui: um bebê chorando. Perry conta que a inspiração veio de um culto de Pocomania (similar ao Voodoo). Uma noite ele passava em frente a uma dessas igrejas e ouviu o gemido das pessoas. Daí teve a idéia de fazer um som que capturasse a vibração daquelas pessoas.

A música foi um hit na Jamaica e deu base para que Perry se tornasse o produtor mais demandado da época. Seu trabalho para artistas notáveis como The Wailers (entre 69 e 71), Junior Murvin, The Congos e Max Romeo trouxe muita gente à sua porta, desde Paul McCartney a Robert Palmer.

Muitos dizem que este é o primeiro reggay da história. Perry se contenta em dizer que apenas segue as vibrações espirituais para coordenar a sonoridade em questão.

Couldn’t afford for every song to get a different set of musicians so we use the same rhythm over again.
Bunny Lee – producer

RIP SONIA POTTINGER (1931-2010)

Notícia “velha” mas que deve ser anunciada.

Morreu no dia 3 de novembro de 2010 a primeira produtora jamaicana Sonia Pottinger. O falecimento começou por “boatos” no twitter, foi até mencionado pelo pessoal do Y&M, e mais tarde no dia houve confirmação através de notícias vinculadas nos principais jornais jamaicanos como o Jamaica Observer e Jamaica Gleaner.

Pottinger casou-se com o produtor musical Lyndon Pottinger e em 1965 começou a seguir os passos do marido, abrindo sua lojinha Tip Top Records. No ano seguinte a abertura da loja, passou a produzir músicas pelo seu label Gay Feet. Seu primeiro release foi o single “Every Night” by Joe White & Chuck. Ela trabalhou até meado dos anos 80, participando com ênfase nas primeiras produções jamaicanas (ska, rocksteady e early reggae eras) através dos labels Tip Top, Rainbow, High Note, além do Gay Feet, já mencionado. Artistas como Toots & The Maytals, The Ethiopians, The Melodians, entre vários outros foram produzidos por ela. Na década de 70 após a morte de Duke Reid, Pottinger adquiriu o catálogo da Treasure Isle.

Sonia morreu aos 79 anos de idade e sofria de mal de alzheimer.

Triste notícia e grandes perdas recentes. Já não bastava a morte de Gregory Isaacs agora está notícia.

• Trojan Records News

• Sonia Pottinger leaves rich legacy – Jamaica Gleaner

• Sonia Pottinger @ Roots Archives

• Sonia Pottinger – Wikipedia (EN)