“He was the first king. Stitt really did a lot for the music, always had a nice vibe” — Big Youth
Infelizmente, Winston ‘King Stitt’ Sparkes faleceu esta tarde (31/01/12) após uma longa luta contra o câncer de próstata e diabetes. Há pouco, havia sido dispensado do hospital público de Kingston e já se encontrava de volta à sua residência.
Stitt é um artista que dispensa introduções por parte da equipe RoodBoss. Gostaríamos de expor, por hora, apenas boas memórias que tivemos com o rei:
#king_stitt @ roodboss.com
Rest in peace, Winston.
King Stitt special #10
Thank you, boss! It was a pleasure to have you here in Belo Horizonte, Brazil. Great show and great vibes. You are an important piece of the musical history (too bad only a few can understand that). You did a great job here and we hope to see you again soon. Keep it strong, man!
KING STITT — PORQUE IR EM SUA APRESENTAÇÃO?
Algumas pessoas podem estar se perguntando: “Quem afinal é King Stitt e por que esses caras do RoodBoss fazem tanta festa quando falam dele?”. Tentarei explicar em alguns parágrafos a importância de receber alguém como ele no Brasil.
King Stitt é foundation! Quando digo isso, quero dizer que Winston Sparkes (seu nome de batismo) faz parte do grupo de artistas que vivenciou a música jamaicana desde sua origem. Em 1958 ele já segurava o microfone e ajudava a construir um estilo de “interação musical” que marcou a cultura musical da Jamaica: o deejay. Stitt junto com Count Machuki e Sir Lord Comic, são considerados os três grandes pioneiros dessa forma de “cantar” e que influênciou nomes como U-Roy, I-Roy, Big Youth, Dave Barker, Dennis Alcapone, Lone Ranger, entre tantos outros. No inicio os deejays estavam a frente dos sound systems. Eram eles que animavam o público. Apresentavam a música que seria tocada (como um locutor de rádio) ou interagiam com ela, criando “versos” que respondiam outro da canção, por exemplo. Na maioria das vezes esses versos se tornavam uma assinatura de cada deejay.
O estilo deejay não foi apenas importante na ilha, ele influênciou, ou melhor, foi precurssor do rap americano. No início da cultura hip-hop, na década de 1970, um dos primeiros DJs/rappers (note que aqui não quero dizer deejay e sim, Disc Jokey como comumente conhecemos) foi Kool Herc, imigrante jamaicano nos EUA que, inspirados na cultura de sua terra natal, fazia versos simples sobre as músicas em suas festas que aconteciam no Bronx, Nova York. Esse contexto foi o berço de um dos estilos musicais mais conhecidos e difundidos no mundo atualmente, o rap, que compõe um dos três ramos da cultura hip-hop, junto com o break (dança) e o grafite (artes plásticas).
Foi Count Machuki, a frente do Sir Coxsone’s Downbeat quem introduziu Stitt ao “deejaying”. Segundo a história, Machuki achou que Stitt dançava muito bem e disse a ele que sendo um bom dançarino seria também um excelente deejay. A partir daí, Stitt passou a trabalhar com Coxsone, antes mesmo de existir um ritmo chamado Ska. Nessa época os sistemas de som jamaicanos tocavam música negra americana como jazz, R&B, boogie woogie e soul. A princípio, Stitt foi o segundo deejay de Dodd assumindo a posição principal com a saída de Machuki e U-Roy passando para seu posto. Por trabalhar com Coxsone, King Stitt vivenciou e participou de toda a trajetória do que é considerado o mais importante estúdio jamaicano, o Studio One, considerado a Motown jamaicana. Esse paralelo é feito ao considerar a importância que o Studio One representou para a música da Jamaica, assim como foi a Motown para a música negra americana.
Nascido com uma paralisia facial, causando-lhe uma deformação, King Stitt aproveitou-se de sua anomalia e transformou-a em sua “marca”. Apelidou-se de “The Ugly One” (o feio) em referência ao filme do italiano Sergio Leone “The Good, The Bad and The Ugly”, um clássico do velho oeste.
Apesar do trabalho que fazia junto com Clement “Coxsone” Dodd desde o final da década de 1950, foi apenas no final de 1960 que Sitt teve seu primeiro material gravado e lançado pelo produtor Clancy Eccles junto com os Dynamites como backing band. Gravações como “Fire Corner”, “Virgoton 2” e “Lee Van Cleef” foram grandes sucessos na época, sob os labels Clandisc, Newbeat (Jamaica) e Trojan’s Clandisc (Inglaterra). Com o sucesso atingindo por Sitt nas gravações feitas por Eccles, mais tarde, Dodd começou também a lançar e gravar materiais com King Stitt. Um desses lançamentos, já na década de 1990 é o álbum “Dance Hall 63’”, uma compilação de clássicos do Studio One com a interação de Stitt. Uma reprodução em forma de disco das suas atuações no Sir Coxsone’s Downbeat.
King Stitt é uma lenda viva! Vivenciou todos os momentos da música jamaicana, da cultura sound system, participou das origens e influênciou centenas. Foi pioneiro em um estilo vocal que marcou não só a ilha caribenha, mas a música no mundo como um todo. Não há como descrever a importância de receber um artista como ele em Belo Horizonte. Aos 71 anos de idade, é a primeira vez que Stitt se apresenta como principal atração fora da Jamaica. É o deejay mais velho ainda vivo, um dos três pioneiros, sendo o mais representativo dos três. Faz parte da história musical.
Repetindo: É UMA LENDA. E é uma honra para nós, belorizontinos, podermos recebê-lo aqui!
Por Gustavo Leal
Serviço: RoodBoss Downbeat {KING STITT} | King Stitt (JA), RoodBoss Soundsystem (BH), Jurassic sound (SP), Muamba sounds (SP) | Dia 8/10 à partir das 22h no Mercado das Borboletas, Av. Olegário Maciel 742, 3º piso, Centro / Estacionamento no local | Preço: à partir de R$20
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COMPRE SEU INGRESSO ANTECIPADO ONLINE
ATÉ QUINTA DIA 6/10: http://roodboss.com/ugly
LOTE 1 = R$20 | LOTE 2 = R$25 | LOTE 3 = R$30
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• Especial King Stitt
Grande parte dos artistas que admiramos já morreram ou estão morrendo. Como um dos objetivos do RoodBoss é manter viva a cultura jamaicana, o projeto ampliou sua atuação em 2011 trazendo cultuados nomes da velha guarda da ilha para tocar ao vivo em Belo Horizonte. Já passaram pora aqui Jackie Bernard, lead singer do trio vocal Kingstonians, e o seletor Dexter Campbell (The Ska Professor), detentor da maior coleção de discos do gênero.
KING STITT {THE UGLY ONE}
No dia 8 de outubro, o mais velho deejay jamaicano ainda vivo se apresenta no Mercado das Borboletas. Na Jamaica o deejay é aquele que usa o microfone para interagir com as músicas, conferindo às mesmas uma assinatura. Atuando no Sir Coxsone Downbeat, foi um dos pioneiros da cultura sound system e é ícone da origem da música jamaicana. Juntamente com outros da época fundaram um estilo altamente influente mundo afora, principalmente para o rap americano.
King Stitt nasceu com uma deformação facial, mas reverteu isso apelidando a si mesmo de “The Ugly One” (o feio) em referência ao filme do italiano Sergio Leone “The Good, The Bad and The Ugly”, um clássico do velho oeste.
Teve suas primeiras gravações lançadas por Clancy Eccles e na sequência seu material foi registrado pelo lendário produtor Coxsone Dodd sob o famoso label Studio One. Sua feiura aliada aos fabulosos ritmos construidos em sua música fizeram com que ele fosse coroado o rei dos deejays. Muito de seu repertório foi gravado ao vivo com os músicos do “The Dynamites.” Entre suas gravações mais famosas estão “Dance Beat”, “Vigorton Two”, “Herbsman Shuffle”, “Lee Van Cleef” e “Fire Corner”.
O show promete ser um momento inesquecível com o melhor da história da música jamaicana. Uma oportunidade única para ouvir e reviver um encontro com um verdadeiro rei.
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LOTE 1 = R$20 | LOTE 2 = R$25 | LOTE 3 = R$30
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• Especial King Stitt
Especial King Stitt #09
Com o sucesso dos lançamentos produzidos por Clancy Eccles, Clement ‘Coxsone’ Dodd começou gravar seu próprio deejay, produzindo alguns singles muito raros de se encontrar hoje em dia.
Mais tarde, nos anos 1990, lançou um álbum intitulado ”Dancehall ‘63” com os vocais de King Stitt sobre velharias, principalmente do ska. Destaque para “On the Beach” de Owen Grey que, originalmente, é considerada o primeiro dubplate da história, uma vez que se refere ao sistema de som Sir ‘Coxsone’ Downbeat.
Especial King Stitt #08
Hoje, 17 de setembro — Feliz aniversário, KING STITT! Nos encontramos em Belo Horizonte em outubro para uma apresentação inesquecível. Keep it strong, man!
“Drink wine, feel fine!”
Na foto: Clement ‘Coxsone’ Dodd (Studio One) e o deejay King Stitt, The Ugly One.
Especial King Stitt #07
As primeiras gravações de King Stitt foram lançadas pelo produtor Clancy Eccles. São tunes clássicos do estilo deejay.
Acima: DANCE BEAT
Especial King Stitt #06
As primeiras gravações de King Stitt foram lançadas pelo produtor Clancy Eccles. São tunes clássicos do estilo deejay.
Acima: VIGORTON 2
Curiosidade: “Vigorton 2” era uma espécie de vinho/tônico anunciado nas rádios jamaicanas nos anos 1960.
Especial King Stitt #05
As primeiras gravações de King Stitt foram lançadas pelo produtor Clancy Eccles. São tunes clássicos do estilo deejay.
Acima: HERBSMAN SHUFFLE
Especial King Stitt #04
As primeiras gravações de King Stitt foram lançadas pelo produtor Clancy Eccles. São tunes clássicos do estilo deejay.
Acima: LEE VAN CLEEF
Especial King Stitt #03
As primeiras gravações de King Stitt foram lançadas pelo produtor Clancy Eccles. São tunes clássicos do estilo deejay.
Acima: FIRE CORNER
Especial King Stitt #02
King Stitt nasceu com uma deformação facial, mas reverteu isso apelidando a si mesmo de “The Ugly One” (o feio) em referência ao filme do italiano Sergio Leone “The Good, The Bad and The Ugly”, um clássico do velho oeste.
Especial King Stitt #01
Winston Sparkes nasceu em Kingston, Jamaica, no ano de 1940. Ganhou o apelido de “Stitt” quando ainda era criança e decidiu usá-lo na carreira artística. “King” veio mais tarde quando foi coroado rei (dos deejays) em algum baile da época. Iniciou sua carreira no sound system de Clement ‘Coxsone’ Dodd (que fundaria o Studio One) na década de 1950. Tudo começou quando Count Machuki, primeiro deejay da história, o convidou para uma tentativa no microfone. Hoje, King Stitt é o deejay jamaicano mais antigo, ainda vivo.
Nuff respect to RoodBoss sound from Brazil!
O deejay jamaicano King Stitt grava dubplate exclusiva para o RoodBoss Soundsystem.